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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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MAIOR PARTE DOS GLACIARES DO EVERESTE VAI DESAPARECER COM AS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

Mäyjo, 20.08.15

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A maior parte dos glaciares da região do Monte Evereste deverá desaparecer ou derreter quase na totalidade à medida que as temperaturas forem aumentando, em consequência das alterações climáticas, ao longo do século. A conclusão é de uma nova investigação internacional.

O estudo estima que cerca de 5.500 glaciares da região Indocuche – local do Monte Evereste e de outros dos maiores picos do mundo – podem ver o seu volume reduzido entre 70% a 99% até 2100, o que terá consequências severas para a agricultura e grande hídrica da região no sopé destes cumes.

“O sinal de alterações futuras nos glaciares da região é claro: perda de massa continua e acelerada é uma probabilidade, dado o aumento projecto das temperaturas”, indica Joseph Shea, hidrologista glaciar no Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado de Montanha no Nepal, e líder do estudo, cita o Guardian.

Outra das conclusões da investigação é que os glaciares localizados a altitudes mais baixas vão derreter mais rápido porque a isoterma de zero graus – a altitude mínima à qual a temperatura atinge um valor de zero graus Celsius – vai elevar-se à medida que as temperaturas do ar aumentam.

“A isoterma de zero graus varia entre os 3.200 metros em Janeiro e os 5.500 metros em Agosto. Com base nas medições históricas de temperatura e no aquecimento projectado para 2100, a isoterma pode aumentar entre 800 a 1.200 metros”, afirma o co-autor do estudo, Walter Immerzeel, da Universidade de Utrecht.

“Uma subida destas não vai apenas reduzir a acumulação de gelo nos glaciares como também vai expor mais de 90% da área actualmente coberta por glaciares ao derretimento nos meses mais quentes”, acrescenta.

A investigação foi publicada na The Cryosphere, a revista científica da Associação Europeia de Geociências.

Foto: zsozso68 / Creative Commons

O LIXO DEIXADO NO EVERESTE PELOS ALPINISTAS

Mäyjo, 08.03.15

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O lixo humano deixado pelos alpinistas no pico mais elevado do planeta tornou-se num problema e está a provocar a poluição da zona, bem como a ameaça de propagação de doenças.

São cerca de 700 as pessoas que passam dois meses nas encostas do Monte Evereste em cada sessão de escalada. Para trás fica um rasto de lixo mas também fezes e urina que além de poluírem o local podem provocar graves problemas de saúde.

De acordo com a CBS, os problemas de saúde que o lixo e excrementos humanos podem criar está a preocupar a Associação de Montanhismo do Nepal. Ang Tshering, director da instituição, defende que o Governo nepalês deve alertar os montanhistas para depositarem o lixo e excrementos de forma apropriada, de modo a conservar a montanha.

Estima-se que cada alpinista deixe oito quilos de lixo enquanto desce a montanha para aliviar o peso que transporta.

Desde 1953, quando o Evereste foi escalado pela primeira vez pelo alpinista neozelandês Edmund Hillary, com o apoio do seu guia Sherpa Tenzing Norgay, mais de 4.000 alpinistas subiram os 8.850 metros de altitude do monte.

A fase de montanhismo do Evereste começou já e estende-se até Maio, o que significa que mais lixo e excrementos vão ser deixados para trás.

Evereste: 60 anos a acumular lixo humano